Resenha: Conversando com Deus

Conforme prometido anteriormente, estarei publicando algumas resenhas de filmes e livros para os meus leitores.  O primeiro deles é o Conversando com Deus, em inglês Conversations with God, um drama de 2006 do diretor Stephen Deutsch.

Depois de um acidente, Neale D. Walsch fica desempregado e não consegue realocação em nenhum lugar, apesar de ser bem qualificado. Depois de muitas tentativas perdidas, sem dinheiro para bancar suas despesas, acaba se transformando em um mendigo e indo morar em um parque, onde encontrou o abandono, a miséria física e social, a solidão, a fome física, a exploração e, em contraponto, a solidariedade dos que estavam na mesma situação. Inclusive, conquistou amigos naquela situação. Após um longo período de miséria e decadência, Neale encontra um jornal de empregos, liga para um classificado, conhece uma espécie de anjo para sua vida, Leora a funcionária da Rádio, e “milagrosamente” as coisas começam a se encaixar e ele volta a trabalhar como radialista e a vida começa a mudar.  Até acabar sem emprego novamente, com a falência da rádio.

Um dia, em depressão em casa, Neale fez a Deus algumas perguntas bem difíceis, indagou a razão pela qual sua vida não dava certo e por que ele merecia uma vida com tantas dificuldades. Teve início então um processo de anotações sobre suas dúvidas, em forma de perguntas irritadas dirigidas a Deus, as quais, para sua surpresa, foram respondidas via sussurros à sua mente proferidos por uma Voz Silenciosa.  As respostas que Walsch recebeu de Deus se tornaram a base de uma série de livros internacionalmente reconhecidos, que já vendeu mais de 7 milhões de cópias em 34 idiomas.

Dentro de cada um de nós há uma voz que fala a verdade.  Na realidade Deus a todo o momento fala conosco, com sinais, com expressões e dialogando, o que precisamos fazer é focar todos os nossos sentidos em direção a Ele e ouvi-lo.  Orar e refletir são parte desse contato, são formas de chamar por Deus nos momentos de dúvida e inquietação. A cada momento do filme há uma oração sincera, palavras de devoção, inspeção e orientação sobre como encontrar em si mesmo a fé, o poder e a autoconfiança. 

Há lições interessantes no filme como a amizade com o mendigo Pit, que mesmo sendo alcoólatra pode ajudar Neale, o apoio da amiga que digitou os manuscritos e a atuação do editor na venda do livro para outra grande editora. As suas respostas instigantes e desafiadoras no qual ele mostra as pessoas que mesmo sendo imperfeitos, seus ensinos são importantes. A sugestão a mulher em sua palestra de que se preocupar com o que pensamos de nós mesmos é mais importante do que se preocupar com o que os outros pensam de nós.

Uma transformação íntima em Neale é visível, que se transforma de um materialista para um homem espiritualizado, que reconhece seus erros e no final aceita seu passado e segue adiante.

 

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