Descobertas da Sabedoria (parte 1)

Estudo para Células ? 38 
(By Pr. Laerte Augusto)

Eclesiastes 7

Introdução: com certeza você já deve ter ouvido falar de Salomão. Ele era filho de Davi, e foi o terceiro rei de Israel. Logo após a morte de seu pai, quando assumiu o reinado em sua nação, este homem pediu a Deus sabedoria para que pudesse conduzir o seu povo (2 Cr 1:10). O seu pedido agradou tanto a Deus que, além de conceder-lhe a sabedoria, fez dele um rei próspero e abençoado (2 Cr 1:11, 12).

O livro de Eclesiastes foi escrito por Salomão e representa uma visão de mundo de um dos mais sábios homens que já viveu nessa terra. Nessa semana e também na próxima, nós iremos estudar o capítulo 7 de Eclesiastes onde nós encontramos verdadeiros tesouros revelados por Salomão graças à inspiração do Espírito Santo que lhe concedeu a sabedoria. Veremos hoje quatro verdades sobre a vida, e na próxima semana, mais quatro.

1. A boa fama ? o primeiro ponto diz respeito ao zelo com a nossa imagem e reputação. Nós encontramos isso no versículo 1, quando ele diz que ?melhor é a boa fama do que o ungüento precioso?. Em outras palavras ele quer dizer que melhor é a boa fama do que os melhores remédios. É responsabilidade nossa construirmos e zelarmos por nosso testemunho; é isso que nos dá credibilidade diante das pessoas. Muitos já perderam o crédito, ninguém acredita mais neles, quando eles se aproximam querendo compartilhar os seus sonhos e planos, não há quem acredite no que dizem. Por outro lado, quando você investe na sua reputação, quando você cumpre com os seus compromissos, as pessoas irão levá-lo à sério.

É por esse motivo que o versículo 1 termina dizendo que ?o dia da morte é melhor que o dia do nascimento? para aqueles que alcançaram a boa fama. Isso é fácil de entender, quando nascemos não temos currículo, não temos serviços prestados, não temos obra alguma realizada. Mas durante a nossa vida temos a oportunidade de construirmos uma boa reputação e quando morremos, o que fizemos de bom vem à memória. Portanto, seja zeloso (a) com o seu testemunho, com as suas ações, para que você tenha uma boa fama.

2. A sensatez ? do versículo 2 até o 3, Salomão fala sobre mantermos a nossa sobriedade. Ele fala de tristeza e de alegria, de luto e de banquete, e conclui dizendo que ?o coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos na casa da alegria. Na verdade ele está dizendo que na euforia das conquistas nós podemos perder a sensatez, por outro lado as lutas nos quebrantam e nos levam à reflexão. Não existe nada de errado com a alegria desde que ela não nos roube a sobriedade, quantas vezes depois de uma grande vitória ficamos tão eufóricos que acabamos cometendo erros logo em seguida.

Muitas pessoas quando estão dominadas pela euforia acabam comprando o que não precisam, gastam mais do que podem, esbanjam o dinheiro em festas e celebrações desnecessárias. Por isso ele cita a morte, não porque seja melhor, mas porque nos leva a pensar, nos devolve a sensatez e produz temor.

3. A perseverança ? o terceiro ponto diz respeito à perseverança, à aplicação e à determinação que devemos ter. Encontramos isso no versículo 8, que nos ensina que melhor é o fim das coisas do que o começo. Temos que descobrir o prazer de concluir, de finalizar os projetos, de alcançar as metas. Às vezes só conhecemos a euforia do início, mas não provamos do prazer da conclusão. Quantos projetos nós abandonamos pela metade sem conseguir motivação para concluí-los.

Na segunda parte desse versículo, Salomão diz que ?…melhor é o paciente do que o arrogante?. É interessante a relação que ele faz entre paciência e arrogância; sabe por quê? Porque muitas vezes a nossa arrogância (o nosso orgulho) é que nos faz deixar as coisas pela metade. A humildade compõe forças com a perseverança, quando não somos humildes nós acabamos arrumando uma desculpa para desistir das coisas.

4. A visão objetiva ? a quarta verdade está no versículo 10 que nos admoesta a não olhar para trás. Salomão diz que não é sábio dizer que os dias passados foram melhores, porque quando assim pensamos, nós perdemos a objetividade da vida. Por melhor que tenha sido a nossa experiência no passado, não podemos perder o objetivo de fazer dos dias atuais os melhores dias da nossa vida, caso contrário nós iremos parar.

Aprender a olhar para frente corresponde a desprender-se do passado. Quando o nosso passado foi de dor, não podemos viver nos lamentando, mas devemos agradecer por estarmos vivos e podermos construir um presente de alegria. Quando o nosso passado foi de alegria, também devemos ser gratos por aquilo que conquistamos, mas não podemos deixar que a conquista do passado nos tire a perspectiva de novas conquistas. Muitas pessoas só conseguem falar do que passou, o seu presente é carente de vitórias, e elas não conseguem ter uma visão de um futuro abençoado por conquistas dadas por Deus.

Deixe seu comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s