O SURGIMENTO DA IGREJA

Sem dúvida o marco da fundação da Igreja do I século foi o derramamento do Espírito Santo. Pouco antes da sua ascensão, Jesus Cristo repete aos seus discípulos a promessa do revestimento de poder através do derramamento do Espírito Santo sobre eles.

Devido as comemorações judaicas, judeus e prosélitos espalhados em todo o mundo, iam a Jerusalém para participarem destas festas.

Esse fato foi acompanhado de três fatos sobrenaturais: 1) Um som como de um vento impetuoso; 2) línguas como que de fogo sobre cada um e 3) passaram a falar em outras línguas. Segundo At 2:9-11 quinze idiomas diferentes podiam ser ouvidos.

O PRIMEIRO SERMÃO

Após o derramamento do Espírito Santo, Pedro com grande poder, ousadia, autoridade, coragem e sabedoria, dirigiu à multidão ali presente uma palavra enfatizando que Jesus era o Cristo, o Messias esperado pelos judeus.

Em seu sermão Pedro diz ao povo que não estavam embriagados, pois somente era permitido aos judeus comerem e beberem após ao meio-dia. Em seguida Pedro fala das realizações de Jesus, sua ressurreição e do derramamento do Espírito Santo, profecia realizada a 800 anos atrás, e que acabara de se cumprir.

Como prova da ação do Espírito Santo, muitos dos judeus que ali estavam, ao serem chamados de assassinos, se arrependem e são levados também ao batismo. Podemos ver visivelmente neste instante um acréscimo de 3.000 pessoas à Igreja Primitiva.

A Igreja do I século tinha algumas características marcantes que devem ser seguidas por nós até hoje, são elas: perseverança na doutrina (procurando conhecer minusciosamente a Palavra de Deus), perseverança na comunhão (alegravam-se na convivência com aqueles que criam no mesmo Salvador), perseverança no partir do pão (participação de todos na Ceia do Senhor), temor a Deus (uma vida de fé, oração e obediência), união e atendimento a obra social (cooperando uns com os outros em relação as necessidades materiais de cada um).

Como resultado dessas características, o número de almas que eram salvas crescia a cada dia e os sinais e maravilhas eram realizados pelos apóstolos sobre a direção do Espírito Santo.

A PRIMEIRA PERSEGUIÇÃO

Pedro e João entrando no Templo Formosa depararam-se com um mendigo coxo, assentado a porta do templo esmolava, sem dinheiro, mas com algo muito melhor eles ministraram aquele coxo a cura completa em nome de Jesus Cristo

Com esse milagre uma multidão seguiu a Pedro que aproveitou para testemunhar do poder de seu amado Senhor. A forma como Pedro e João vinham pregando a Palavra de Deus estava aborrecendo o Sinédrio, o único órgão capaz de conceder autorização de líder religioso ou intérprete da lei, naquela época.

Porém com grande ousadia Pedro e João discursaram no Sinédrio. Estes não tendo nada contra eles, soltaram-nos proibindo-os de continuar a falar de Cristo e ameaçando-os.

O PRIMEIRO CASO DE DISCIPLINA.

Nesse período da igreja era comum aos cristãos o partilhar dos bens materiais, mas tal ato não era obrigatório. Porém um casal, Ananias e Safira, para serem bem vistos pelos homens, tentaram enganar ao homem de Deus, venderam bens mas não declararam o valor correto a ser partilhado, mas foram punidos de forma a evitar que outros caíssem no mesmo pecado.

A PRIMEIRA PERSEGUIÇÃO.

Com a crescente popularidade dos apóstolos, devido aos milagres realizados, a multidão aumentava grandemente, inclusive de cidades vizinhas. A igreja passou então a ser perseguida pelos saduceus e pelo Sumo Sacerdote, que aprisionaram os apóstolos. Mas estes foram libertos de forma miraculosa, pois o Senhor enviou livramento e os soltou, fazendo-os passar pela guarda sem serem notados.

A SEGUNDA PERSEGUIÇÃO

Sabendo o Sinédrio que os apóstolos haviam retornado aos ensinos de Jesus, levaram-nos novamente a frente do Sinédrio que decidiu matá-los por não quererem obedecer as ordens dadas.

Porém um membro do Sinédrio de nome Gamaliel, intercede dizendo que "se a obra é de homens, se desfará, mas se é de Deus não podereis desfazê-lo, para que não aconteça de serdes também achados combatendo contra Deus."

O conselho concordou com a orientação de Gamaliel, mas açoitaram os apóstolos para que não mais pregassem o Evangelho, estes muito se regozijaram por sofrerem pelo nome de Cristo.

A PRIMEIRA ORGANIZAÇÃO

Com o crescimento do número de discípulos, foi necessário dividir o trabalho. Decidiram então dedicar-se apenas as orações e ensinos e instituir sete homens para cuidarem das coisas materiais. Estes diáconos foram escolhidos por obedecerem a três requisitos: 1) homens de boa reputação; 2) homens cheios do Espírito Santo e 3) homens cheios de sabedoria. Essa decisão agradou a todos e entre os escolhidos estão Estevão e Felipe.

O PRIMEIRO MARTÍRIO

Estevão não era apóstolo, mas em nome de Jesus operava milagres como obra sobrenatural do Espírito santo. Os judeus de fala grega levantaram oposição investindo contra Estevão. Levado ao sinédrio e acusado de proferir palavras contra o Templo e a Lei (de Moisés), Caifás, o Sumo Sacerdote, deu a ele a oportunidade de defender-se das acusações.

As palavras finais do discurso de Estevão serviram para revelar a profunda corrupção dos seus perseguidores. Estevão fitando os céus diz ver Jesus, então os membros do Sinédrio levaram-no para fora e apedrejaram-no.

Com o martírio de Estevão findou a primeira etapa da missão da igreja primitiva, a de pregar o Evangelho em Jerusalém. Com a perseguição, obedeceram a ordem divina de serem testemunhas "em toda a Judéia e Samaria".

Depois desse episódio as autoridades ficaram determinadas a acabar com essa "seita". Saulo julgando prestar um bom serviço a Deus, assolava a igreja.

A PREGAÇÃO DE FELIPE

Esse fato tem dupla importância para a história da igreja primitiva, primeiro porque Samaria estava incluída como a região seguinte a ordem dada na Grande Comissão e segundo porque Samaria consistia de uma grande barreira, por viver em conflito com os judeus, que não os viam com "bons olhos".

Nessa cidade houve muita alegria pelos sinais demonstrados pelo Espírito Santo, como a cura Divina e da salvação de almas, como aconteceu com Simão, o mágico. Felipe passou a ser admirado pelo povo pois o Evangelho que pregava dava ênfase ao domínio e poder de Deus através de Cristo.

Pedro e João sabendo do que ocorria, partiram para Samaria a fim de ajudar Felipe na obra que se iniciava. Eles oraram pelo povo a fim de que fossem batizados com o Espírito Santo.

Simão que tinha se convertido caiu na velha ambição e propôs pagar para ter a oração de Pedro e João. Mas foi exortado a se arrepender para ser perdoado.

Estando Felipe envolvido na cena do grande avivamento em Samaria, o anjo do Senhor falou para que seguisse para a estrada de Gaza onde o carro de um eunuco etiope passava.

Provavelmente este eunuco um prosélito do judaísmo e tinha ido a Jerusalém para adorar. Por ser eunuco só podia ir até o pátio dos gentios, mas mesmo assim comprou livros do Antigo Testamento.

Ao voltar para seu país estava lendo o livro de Isaías em voz alta, o Espírito Santo orientou Felipe a aproximar-se do carro. Felipe ouvindo a leitura do eunuco, lhe pergunta se entendia o que lia, diante da resposta do eunuco, sentou-se ao seu lado para explicar-lhe Is 53:7-8. Felipe anunciou então o Evangelho ao eunuco que vendo água naquele lugar pediu para ser batizado.

Felipe deu-lhe uma única condição "crer de todo coração". Obtendo uma resposta afirmativa do eunuco, desceram as águas, quando saiu Felipe foi arrebatado e o eunuco não mais o viu, e seguiu seu caminho jubiloso.

A VIDA E CONVERSÃO DE SAULO (PAULO)

É provável que Paulo fosse membro do concílio, pois que não tardou a receber permissão do sumo sacerdote para perseguir os cristãos. Os seus dizeres na epístola aos Filipenses 3:4-7, autorizam-nos a dizer que ocupava posição de grande influência que lhe dava margem para conseguir lucros e grandes honras.

Apesar de receber uma educação subordinada às tradições e às doutrinas da fé hebraica, e de ter pai fariseu, At. 23:6, ele era cidadão romano. Teve como receptor um dos mais sábios e notáveis rabino daquele tempo, o grande Gamaliel, cujo discurso se contém em Atos 5:34-39, que aconselhava o Sinédrio a não tentar contra os apóstolos. A seus pés o jovem Saulo, vindo de Tarso, recebeu as lições sobre os ensinos do Antigo Testamento, porém de acordo com as sutilezas e interpretações dos doutores, acendeu-se o espírito do jovem discípulo, um zelo feroz para defender as tradições de seus antepassados. Assim, pois, o futuro apóstolo tornou-se fariseu zeloso, disciplinado nas idéias religiosas e intelectuais de seu povo. Por este modo, e pelas relações familiares preparavam-lhe posição de destaque na sociedade judaica.

Paulo perseguia com ardor os primeiros cristãos. Sem dúvida entrava no número daqueles helenistas, ou judeus que falavam o grego, mencionados nos Atos dos Apóstolos, que promoveram a acusação contra Estevão. Logo após o martírio de Estevão, tomou parte ativa, dirigindo o movimento de perseguição contra os cristãos. Fazia isto guiado por uma consciência mal informada. Era um tipo de inquisitor religioso. Não satisfeito com a perseguição devastadora que fazia em Jerusalém, pediu cartas ao principe dos sacerdotes para as sinagogas de Damasco com o fim de levar presos para Jerusalém quantos achasse desta profissão.

Foi no caminho de Damasco que se deu a repentina conversão. Paulo e seus companheiros provavelmente iam à cavalo, como era costume nas viagens pelos caminhos desertos da Galiléia para a antiga cidade. Estavam perto da cidade e era meio-dia, repentinamente uma luz vinda do céu mais brilhante que a luz do sol, caiu sobre eles, derrubando-os. Todos se ergueram, continuando Paulo prostrado por terra, ouviu-se uma voz que dizia "Saulo, Saulo, porque me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra o aguilhão", respondeu ele " Quem és tu, Senhor?", Ele respondeu "Eu sou Jesus a quem tu persegues. Levanta-te e vai à cidade e aí se te dirá o que te convém fazer". Os companheiros que o seguiam ouviam a voz sem nada ver, nem entender. Paulo sentiu-se cego pelo intenso clarão de luz, e foi conduzido pela mão dos companheiros, entrou em Damasco, hospedando-se na casa de Judas, onde permaneceu três dias sem vista, sem comer, sem beber, orando e meditando sobre a revelação que Deus lhe fizera. Ao terceiro dia, o Senhor mandou certo judeu convertido, chamado Ananias, que fosse ter com Paulo e impor-lhe as mãos para recobrar a vista.

O Senhor garantiu a Ananias, o qual tinha receio de encontrar-se com o grande perseguidor, que este, quando em oração, já o tinha visto aproximar-se dele. portanto Ananias, obedeceu. Paulo confessou sua fé em Jesus, recobrou a vista, e recebeu o batismo e dai em diante começou a pregar nas sinagogas que Jesus era o Cristo, Filho do Deus vivo. Contudo o aparecimento de Cristo não foi a causa da conversão de Saulo, e sim a obra do Espírito Santo no coração, habilitando-o a receber e aceitar a verdade que lhe havia sido revelada. Foi o mesmo Espírito que convenceu Ananias e que o levou a impor as mãos e a unir à igreja nascente o novo convertido.

Os foros de cidadão romano, a instrução recebida nas escolas, as suas qualidades pessoais, tudo isto serviu para fazer dele um instrumento especial para a obra missionária. A sua experiência religiosa também teve o efeito de prepará-lo para ser grande expositor da doutrina da justificação pelos méritos de Cristo, alcançados somente pela fé. Após a sua conversão, Paulo deu início à obra da evangelização; em parte graças à sua natural energia, e também por haver Deus revelado a que ele seria um escolhido para levar seu nome adiante.

Paulo começou sua obra nas sinagogas de Damasco com muito êxito, provocando contra si a perseguição dos judeus de Damasco, auxiliados pelo governador da cidade, de modo que foi preciso fugir. Os discípulos, de noite, o deslizaram pela muralha da cidade, metendo-o numa alcofa. Em vez de regressar a Jerusalém, dirigiu-se para a Arábia e de lá voltou a Damasco. Não se sabe em que lugar da Arábia ele esteve, nem quanto tempo ficou lá, nem o que foi fazer.

Três anos depois de sua conversão, determinou sair de Damasco e ir outra vez a Jerusalém. Diz-nos ele que o principal objetivo desta viagem foi visitar a Pedro Gl 1:18-19. A igreja em Jerusalém teve medo dele, não acreditando que agora fosse discípulo de Cristo. Foi necessário que Barnabé o levasse consigo e o apresentasse aos apóstolos, contando como havia visto ao Senhor e como depois em Damasco ele se portou com toda a liberdade em nome de Jesus.

Paulo pregava em Jerusalém da mesma forma que em Damasco a fim de converter seus velhos amigos e compatriotas, mas houve uma conspiração contra ele. Com isso os irmãos o conduziram a Cesaréia e dali para Tarso. Neste período em que ficou em Tarso, evangelizou e provavelmente fundou as igrejas da Cilícia, incidentalmente referidas em At 15:41. Alguns dos judeus convertidos que falavam a língua grega, que haviam saído de Jerusalém, fugindo à perseguição que se seguiu à morte de Estevão, chegaram a cidade de Antioquia da Síria. Nesta cidade os cristãos refugiados começaram a pregar aos gentios. Muitos se converteram ali de modo a formarem uma igreja gentílica na metrópole da Síria.

Quando a notícia chegou a Jerusalém, enviaram lá a Barnabé para investigar o caso. Claramente descobriu a mão de Deus neste movimento, não obstante serem os recém-convertidos incircuncidados. Parece que ele também percebeu que Deus estava abrindo a porta aos trabalhos de Paulo, porque dali foi buscá-lo a Tarso e levou-o para Antioquia. Muitos outros gentios se converteram de modo que a nova igreja não tinha vestígios do judaísmo e fora denominada dos cristãos pelos habitantes da cidade.

Quando Paulo estava em Antioquia, um profeta de nome Ágabo, vindo da Judéia, predisse na assembléia dos cristãos, que em breve haveria uma grande fome na terra.

Serviu esta profecia de motivo para que os irmãos manifestassem o seu extremado amor para com os cristãos da Judéia. Este fato é prova notável do sentimento de obrigação destes gentios para com aqueles de que haviam recebido a nova fé, e também para mostrar quão depressa haviam sido destruídos os muros de inimizade que separava as raças e as classes. Em Antioquia fizeram-se logo contribuição para aliviar as necessidades dos irmãos da Judéia, enviadas por mão de Barnabé e de Saulo, At 11:29-30.

Paulo fez três grandes viagens missionárias, nas quais fundou igrejas, formou líderes como Timóteo e Tito e converteu muitos ao Evangelho.

Vemos muitos feitos dos apóstolos e membros da igreja do I século, é importante que possamos seguir estes exemplos obedecendo o ide da Grande Comissão. 

 

Deixe seu comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s