Cavalo, Músculos, Temor e Misericórdia (by Pr. Laerte Augusto – ICS)

Estudo para Células – 15

Salmo 147:10, 11

Introdução: o nosso Deus é Deus de guerra, de luta, de batalha. Sobretudo, Ele é Deus de vitória. Nunca foi derrotado e jamais será. Além de ser um Deus de vitória, Ele também é Deus que dá vitória a todos aqueles que nele confiam. Fomos criados para a vitória e não para a derrota, todavia, em muitas ocasiões, vemos o homem prostrado diante dos seus adversários. Muitos perdem para a bebida, outros perdem para as drogas, outros perdem para a própria índole, outros caem na corrupção. Muitas vezes, as famílias são destruídas e passam a viver somente de fachada, não há mais amor, mais prazer entre os casais, mas continuam vivendo como se tudo estivesse bem, quando na verdade sabem que a derrota já se estabeleceu.
Nos versículos 10 e 11 do Salmo 47, encontramos o que Deus considera e o que Ele não considera numa guerra, e, também, o que lhe agrada no momento da batalha. Três coisas são importantes nós termos consciência na hora da luta:

1. O que eu tenho – o verso 10 diz que Deus não faz caso da força do cavalo, o que nos revela que ainda que o cavalo tenha força, na hora da guerra, Deus não leva em consideração. O cavalo pertence ao guerreiro, o cavalo é aquilo que temos, que possuímos, e que muitas vezes nos leva a acreditar que poderemos ter uma vida vitoriosa só porque temos isso ou aquilo.
Há uma tendência natural em confiarmos naquilo que possuímos. Nos sentimos protegidos se temos muito dinheiro guardado no banco, nos sentimos imortais se temos muita saúde, achamos que podemos tudo em todas as situações só porque temos “bons cavalos”. O cavalo, além de representar força, também é um meio de transporte. As coisas que temos podem nos dar uma sensação de poder e força, e, também, nos levar a muitos lugares; entretanto, a Bíblia diz que Deus não leva em conta nada disso na hora da batalha.
Você pode ter uma boa profissão, um bom emprego, ter muitos bens, muita saúde e muitas outras coisas, tudo isso pode representar muito bem os seus “cavalos”. A Bíblia não diz que é errado nós termos os nossos “cavalos”, o que a Bíblia nos ensina é que nenhum dos nossos “cavalos” são garantia de vitória numa guerra, por mais fortes que eles possam ser.

2. O que eu sou – depois de dizer que Deus não faz caso da força do cavalo, o verso 10 diz que o Senhor não se compraz nos músculos do guerreiro. O cavalo é aquilo que eu tenho, os músculos é aquilo que eu sou, é a força natural que há em mim. Quantas vezes nós achamos que venceremos porque somos isso ou aquilo, essa também é uma tendência do homem, confiar nas suas habilidades e nos seus talentos.
Não existe nada de errado em sermos pessoas confiantes, pelo contrário, nossa auto-imagem deve ser a melhor possível, devemos ser otimistas e não deixar que o negativismo tome conta da nossa mente. Porém, quando passamos a confiar mais em nós do que em Deus, nos tornaremos desagradáveis aos olhos dele. Deus não tem prazer nos músculos do guerreiro, em outras palavras, entendemos que não é a nossa força que atrai a Deus, pelo contrário, é a nossa fraqueza que o atrai.
O apóstolo Paulo ouviu isso da parte do Senhor enquanto orava. Em 2 Co 12:9 Jesus lhe disse: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Muitas vezes, a nossa força acaba estancando o mover de Deus, porque não nos rendemos a Ele. Todos os nossos talentos e habilidades devem ser consagrados a Deus para que Ele use segundo a sua vontade, mas jamais tomar o lugar que é de Deus.
Que Deus possa nos dar graça, a fim de que alcancemos o mesmo entendimento espiritual que Paulo alcançou, e, assim, poder fazer das palavras do apóstolo as nossas palavras: “Porque quando sou fraco, então é que sou forte”. (2 Co 12:10)

3. O que Deus é – o versículo 11 fala do que agrada a Deus. Os que o temem e esperam na sua misericórdia tornam-se agradáveis aos olhos do Senhor. Tudo o que eu tenho e tudo o que eu sou devem ser resultados do que Deus é: Ele é Deus de misericórdia. O seu caráter misericordioso é a principal razão pela qual o homem deve se aproximar dele e temê-lo. Temer a Deus é levá-lo a sério, é considerá-lo, é deixar que Ele comande a nossa vida e nos leve por um caminho de vitória.
Você pode ter muitas coisas, também pode ser hábil e talentoso, mas sem Deus na sua vida você é reduzido a nada. Quando conhecermos verdadeiramente quem Deus é, certamente saberemos o que é ser um vencedor nessa vida.

Conclusão – Davi, certa vez, declarou: “Uns confiam em carros, outros em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor nosso Deus” (Sl 20:7). Ele compreendia muito bem que a razão das suas vitórias sobre o inimigo era o poder de Deus na sua vida. Ainda que tivesse um exército numeroso e forte, a sua confiança estava posta em Deus e não no que possuía ou no que ele era.
O que precisamos sempre levar em consideração é que não é a força do cavalo que conta, nem a força dos músculos do guerreiro, mas é temer a Deus e esperar na sua misericórdia que nos faz vencedores e agradáveis ao Senhor. 

 

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