A Esperança e o Silêncio da Alma (By Laerte Augusto – ICS)

Estudo para Células – 19

Salmo 62:1-8

Introdução: Este Salmo é uma declaração de esperança e confiança em Deus. Este poema foi escrito pelo rei Davi no período da rebelião de Absalão. Absalão era filho de Davi, e certa ocasião, estando ele com o coração cheio de mágoas, por achar que o rei não fazia o que era devido, acabou se levantando contra o próprio pai querendo tomar-lhe a força o seu trono. Esse episódio foi extremamente doloroso para Davi, todavia, em meio a toda aquela tribulação, ele conseguiu buscar forças em Deus para superar aquele mau momento.

Davi deixou escrito nesse Salmo ensinamentos preciosos a respeito da esperança. Basicamente, foram quatro decisões tomadas por ele que permitiram solidificar a esperança no seu coração, e, na sua esperança em Deus, ele se fez vencedor. Assim sendo, vamos ver as quatro decisões do rei Davi que lhe deram esperança e vitória:

1. Decidiu fazer de Deus a sua única salvação – Em primeiro lugar, encontramos no versículo 2 uma declaração radical de Davi: “só ele é.” Ele declara que só Deus é a sua rocha e salvação, ele renuncia a qualquer outra possibilidade. A esperança é revigorada em nós, quando elegemos Deus como a única alternativa, quando abrimos mão de qualquer outra possibilidade e depositamos nele toda a nossa expectativa. Muitas vezes, damos crédito a tudo que se apresenta primeiro diante de nós, e só vamos nos lembrar de Deus quando esgotamos todas as saídas. Com Davi era diferente, ele deixava tudo de lado e corria para a presença do seu Deus. Por mais recursos que possamos ter, a nossa esperança deve ser depositada no Senhor e em mais nada. Veja o que Davi fala no versículo 10: “… se as vossas riquezas prosperam não ponhais nelas o coração”.

2. Decidiu esperar silenciosamente – Em segundo lugar, no versículo 5 ele diz que a sua espera era silenciosa, sem reclamação. A espera de Davi era marcada pelo silêncio. Esperar em silêncio equivale a aquietar a alma, quantas vezes a impaciência do nosso interior é externada na forma de reclamação. Os momentos de provas e lutas, também são momentos de tentação. Nessas horas, temos a tendência natural de abrirmos a nossa boca e despejar a nossa amargura, de reivindicar a nossa posição de vítima, de mostrar o quanto estamos sendo injustiçados e valorizarmos a nossa dor. Quando cedemos à tentação de reclamar, acabamos perdendo a bênção que Deus tem para nós. Por esta razão, Davi dizia que a sua alma se silenciava enquanto esperava as providências de Deus. Essa é uma decisão que também devemos tomar: enquanto não se concretiza a bênção de Deus em sua vida, não faça da murmuração a sua sinfonia, o seu fundo musical. O Salmo 46:10 diz: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus”; quando silenciamos o nosso interior, então conseguimos ver a mão de Deus. O saber é o mesmo que conhecer, e só podemos conhecer o poder de Deus quando aquietamos o nosso interior.

3. Decidiu confiar em todo o tempo – O versículo 8 começa com uma exortação: “Confiai nele, ó povo, em todo tempo; …” Davi nos chama à uma confiança irrestrita, que se dá em todo o tempo, independente da circunstância. Devemos aprender a confiar quando temos e quando não temos. A expressão “em todo tempo” nos leva a compreender que a nossa relação com Deus não deve ser influenciada pelas circunstâncias; independente do momento que eu estou vivendo, o meu relacionamento com Deus tem como base a confiança, sei que Ele cuida de mim, mesmo quando as coisas não estão acontecendo como eu gostaria que acontecessem.

4. Decidiu derramar o seu coração na presença de Deus – Em quarto lugar, ainda no versículo 8, Davi diz que devemos derramar o coração na presença de Deus. Quantas vezes derramamos o nosso coração na presença do vizinho, do colega de trabalho, de um parente que nem mesmo conhece a Deus. Derramar o coração na presença de Deus é fazer dele o nosso confidente, o nosso amigo, o nosso Pai que nos ouve na hora da angústia. Sobre derramar o coração na presença de Deus, 1 Pedro 5:7 nos ensina: “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. A ansiedade é um dos males do presente, e Pedro diz que devemos tirá-la da nossa vida e lançá-la sobre Deus. Isso é o mesmo que derramar o nosso coração na presença do Senhor, e o simples fato de nos abrirmos diante dele, expressando a nossa confiança e dependência, já nos garante alívio para a nossa alma e saúde para as nossas emoções. 

 

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