O Testemunho Bíblico

A Bíblia é a Palavra de Deus, infalível, inerrante nos manuscritos originais, verbal e plenariamente inspirada. O que a Bíblia reivindica para si, todavia é:

Ela afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus (2 Tm 3:16). Isto significa que deus, que é verdadeiro "soprou a verdade"
Que os autores foram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1:21), ou seja o co-autor da Bíblia foi o Espírito Santo.
O registro reflete o estilo de seu autor.
Cristo reivindica para as palavras da Escritura um caráter permanente e irrevogável, afirmando que a Bíblia não contém erros. (Mt 5:18)
Precisão nas figuras de linguagem comuns na Bíblia, exemplo "Os quatro cantos do mundo" (Ap 7:1)

Como Compreender a Bíblia

Devemos em primeiro lugar ter comunhão com o Senhor, para entendermos melhor o que dizem as Escrituras. A interpretação normal, simples inclui pelo menos os seguintes conceitos:
É necessário entender o que cada palavra significa em seu sentido normal e histórico-gramatical.
Procurar atras de cada figura de linguagem o significado normal em que as palavras foram empregadas
É necessário conhecer o texto que antecede e o que segue do versículo lido.
A evolução histórica da Bíblia assegura a veracidade de fatos aparentemente contraditórios e insolúveis. Exemplo : A proibição do povo de Deus de consumir carne de porco, foi suspensa em nossa era (1 Tm 4:3)
deve-se esperar que a Bíblia use o que tecnicamente se chama linguagem fenomenológica. Isto significa simplesmente que ela freqüentemente descreve coisas e situações tal como parecem ser, e não em linguagem científica precisa.
Distinguir entre os estilos literários – histórico, poético e profética, além de períodos em que se passaram.

Como a Bíblia chegou até nós

No início da era apostólica, os cristãos usavam apenas o Antigo Testamento. Foram depois surgindo as memórias dos apóstolos, os relatos de viagens e as cartas.

Três causas levaram a Igreja a colecionar e publicar os livros considerados como divinamente inspirados. Vejamos essas causas:

1) O Cânon de Marcião
Marcião foi um líder, que, por volta do ano 140 d. C., decidiu, por sua conta, quais escritos do NT deveriam ser considerados como inspirados por Deus e que por isso deveriam pertencer ao Cânon do NT. Porém, Marcião era contra qualquer influência judaica no Cristianismo. Assim, ele tirou dos escritos tudo o que parecia ter sofrido influência judaica.

2) Escritos de inspiração duvidosa
Alguns líderes religiosos começaram a aceitar como canônicos ou semi-canônicos alguns escritos de inspiração duvidosa. Esses líderes queriam juntar escritos não reconhecidos por todos como inspirados ao Cânon.

3) O Edito de Diocleciano
Foi uma ordem pública, através de anúncio, dada por este imperador, em 300 d. C. Todos os livros sagrados deveriam ser atirados ao fogo e queimados. Daí surgiu a grande necessidade de preservarem os escritos realmente inspirados. O espírito Santo dirigiu a Igreja nesta difícil, porém muito importante.

Primeiro os textos passaram por um teste de canonicidade, que constava de três pontos básicos:
Teste de autoridade do escritor, no Antigo Testamento, isto significava a autoridade de um legislador, profeta ou líder em Israel.
Seu conteúdo deveria demonstrar ao leitor algo diferente de qualquer outro livro por comunicar a revelação de Deus.
O veredicto da igreja quanto à natureza canônica dos livros era importante.

A formação do cânon se deu de acordo em que cada livro era escrito, e completou-se quando o último livro foi terminado. Quando falamos da formação, falamos do reconhecimento dos livros canônicos pela igreja. Esse processo levou algum tempo, segundo alguns estudiosos todos os livros do Antigo Testamento já haviam sido colecionados e reconhecidos por Esdras, no quinto século a.C. Referências nos escritos de Flávio Josefo (95 A. D.) e em Esdras 14* (100 A. D.) indicam a extensão do cânon do Antigo Testamento como os 39 livros que hoje aceitamos. Nosso Senhor delimitou a extensão dos livros canônico do Antigo testamento quando acusou os escribas de serem culpados da morte de todos os profetas que Deus enviara a Israel, de Abel a Zacarias (Lc 11:51). O relato da morte de Abel está registrada em Gênesis e o de Zacarias se acha em 2 Crônicas 24:20-21, que é o último livro na disposição da Bíblia hebraica e ainda quando em Lc 24:44 disse: "… importava que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos."

O primeiro concílio eclesiástico a reconhecer todos os 27 livros do Novo Testamento foi o Concílio de Cartago, em 397 A. D. Alguns livros do Novo Testamento, já haviam sido reconhecidos como canônicos muito antes disso ( 2 Pe 3:16; 1 Tm 5:18) e a maioria deles foi aceita como canônica no século posterior ao dos apóstolos ( Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João e Judas foram debatidos por algum tempo). A seleção do cânon foi um processo que continuou até que cada livro provasse o seu valor, passando pelos testes de canonicidade.

Os doze livros apócrifos do antigo Testamento jamais foram aceitos pelos judeus ou por nosso senhor no mesmo nível de autoridade dos livros canônicos. A Septuaginta (versão antiga do Antigo Testamento produzida entre o terceiro e o segundo séculos a. C.) incluiu os apócrifos com o Antigo Testamento canônico. Jerônimo (c. 340-420 A. D.), ao traduzir a Vulgata, distinguiu entre os livros canônicos, embora os Reformadores tenham rejeitado tal decreto. Em algumas versões protestantes dos séculos XVI e XVII, os apócrifos foram colocados à parte.

Os manuscritos originais do Antigo Testamento e suas primeiras cópias foram escritos em pergaminho ou papiro, desde o tempo de Moíses (c. 1450 a. C. ) até o tempo de Malaquias (400 a. C.). Até a sensacional descoberta dos Rolos do mar Morto em 1947, não possuíamos cópias do Antigo Testamento anteriores a 895 A. D. A razão de isso acontecer era a veneração quase supersticiosa que os judeus tinham pelo texto e que os levava a enterrar as cópias, à medida que ficavam gastas demais para uso regular. Na verdade, os massoretas (tradicionalistas), que acrescentaram os acentos e transcreveram a vocalização entre 600 e 950 A. D., protanizando em geral o texto do Antigo Testamento, engredaram maneiras suas de preservar a exatidão das cópias que faziam. Verificavam cada cópia cuidadosamente, contando a letra média de cada página, livro e divisão. Alguém já disse que qualquer coisa numerável era numerada. Quando os Rolos do Mar Morto ou Manuscritos do Mar Morto foram descobertos, trouxeram a lume um texto hebraico datado do segundo século a. C., de todos os livros do Antigo Testamento à exceção de Ester. Essa descoberta foi extremamente importante, pois forneceu um instrumento muito mais antigo para verificarmos a exatidão do texto Massorético, que se provou extremamente exato.

Outros instrumentos antigos de verificação do texto hebraico incluem a Septuaginta, os targuns aramaicos ( paráfrases e citações do Antigo Testamento), citações em autores cristãos da antigüidade, a tradução latina de Jerônimo (a Vulgata). Todas essas fontes nos oferecem dados que asseguram um texto extremamente exato do Antigo Testamento.

Existem mais de 5.000 manuscritos do Novo Testamento, muitos deles pertencem a uma data bem próxima à dos originais. Há aproximadamente setenta e cinco fragmentos de papiro datados desde 135 A. D. até o oitavo século, possuindo partes de vinte e cinco dos vinte e sete livros, num total de 40% do texto. As muitas centenas de cópias feitas em pergaminho incluem o grande Códice Sinaítico (quarto século), o Códice Vaticano ( quarto século) e o Códice Alexandrino ( quinto século). Além disso, há cerca de 2.000 lecionários (livretes de uso litúrgico que contêm porções das Escrituras), mais de 86.000 citações do Novo Testamento nos escritos dos Pais da Igreja, antigas traduções latina ( Ítala), siríaca e egípcia (copta), datadas do terceiro século, e a versão latina de Jerônimo.

A Bíblia hebraica classifica em três divisões o antigo testamento, são eles:

A Lei (Torah)
Os cinco livros de Moisés: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

Os Profetas (N’bhiim) – 8 livros
a) Profetas anteriores (4) – Josué, Juízes, Samuel e Reis
b) Profetas posteriores ao cativeiro (4)
– Profetas maiores (3) Isaías, Jeremias e Ezequiel.
– Profetas menores (1) Os doze (todos como um livro só)

Os escritos (K’thubhim) – (Hagiografa)
Há livros de profetas nesta categoria também, mas nota-se que contêm fatos históricos (11):
a) Os livros poéticos (3) – Salmos, Provérbios e Jó
b) Os cinco rolos (Megilloth) – cantares de Salomão, Rute, Lamentações de Jeremias, Eclesiastes e Ester
c) Os livros históricos (3) – Daniel, Esdras/Neemias e Crônicas.

O cânon judaico contém 24 livros. Isto se consegue contando Esdras e Neemias como um livro e os 12 profetas menores como um rolo. (Combinando mais , Rute com Juízes e lamentações com Jeremias, os judeus, às vezes, dão para seus livros sagrados o número de 22, o número de letras no alfabeto hebraico).

As Primeiras Traduções

a) A Septuaginta. Como conseqüência dos setenta anos de cativeiro na Babilônia, e em virtude da forte influência do aramaico, a língua hebraica enfraqueceu-se. Todavia, fiéis à tradição de preservar os oráculos em sua própria língua, os judeus não permitiam ainda fossem esses livros sagrados vertidos para outro idioma. Alguns séculos mais tarde, porém, essa atitude exclusivista e ortodoxa teria de dar lugar a um senso mais prático e liberal. Com o estabelecimento do império de Alexandre, o Grande, a partir de 331 a. C., a língua grega popularizou-se ao ponto de tornar imprescindível que para ela se fizesse uma tradução dos Escritos Sagrados.

Segundo os escritos Aresteas, a tradução grega foi feita por setenta e dois sábios judeus (daí o nome "Septuaginta"), na cidade de Alexandria, a partir de 285 a. C., a pedido de Demétrio Falario, bibliotecário do rei Ptolomeu Filadelfo. Concluída trinta e nove anos mais tarde, essa versão assinalou o começo de uma grande obra que, além de preparar o mundo para o advento de Cristo, deveria tornar conhecida de todos os povos a Palavra de deus. Na igreja primitiva, era essa a versão conhecida de todos os crentes.

b) A "Hexapla". Nem todos os livros do Antigo Testamento, infelizmente, foram bem traduzidos na "Septuaginta", razão pela qual Orígenes, por volta de 228 a. C., compôs a Hexapla, ou versão de seis colunas, contendo a Septuaginta e as três traduções gregas do Antigo testamento efetuadas por Áquila do Ponto, Teodoro de Éfeso e Símaco de Samaria, feitas respectivamente em 130, 160 e 218 a.C. Além destas, constavam nas duas últimas colunas do texto hebraico e o mesmo texto em grego. Esta valiosa obra, constituída de cinqüenta volumes, perdeu-se provavelmente quando os sarracenos saquearam Cesaréia em 653 d. C.

c) A Vulgata. Em 382 d. C., o bispo Dâmaso encarregou Jerônimo de traduzir da Septuaginta para o latim o livro dos Salmos e o Novo Testamento, o que ele fez em três anos e meio. Mais tarde, um novo bispo assumia a direção da Igreja em Roma e perseguiu a Jerônimo. Este se dirige então para Belém, na Terra Santa, e ali estuda e trabalha durante trinta e quatro anos na tradução de toda a Bíblia para a língua latina. Jerônimo escreveu ainda vinte e quatro livros de comentários bíblicos, um conjunto de biografias de eremitas, duas histórias da igreja primitiva e diversos tratados. Mais tarde, a Bíblia de Jerônimo ficou conhecida como Vulgata (vulgar), sendo usada hoje pela Igreja católica Romana como autêntica versão das escrituras em latim, apesar de muitos eruditos a acharem pobre e conter falhas graves.

Traduções da Bíblia em Português

Períodos das traduções parciais

a) Venturoso ou Bem-aventurado. A despeito deste título ter sido atribuído a D. Manuel como o principal incentivador das grandes navegações, mais bem-aventurado que este rei foi um dos seus antecessores, D. Diniz (1279-1325), por ter sido a primeira pessoa a traduzir para a língua portuguesa o texto bíblico. Grande conhecedor do latim clássico, e leitor da Vulgata, d. Diniz resolveu enriquecer o português traduzindo as Sagradas escrituras para o nosso idioma, mas só conseguiu traduzir os vinte primeiros capítulos do livro de Gênesis.

b) Fernão Lopes disse em seu curioso estilo de cronista do século XV, que D. João I (1385-1433) "fez grandes letrados tirar em linguagem os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e as epístolas de São Paulo, para que aqueles que ouvissem fossem devotos acerca da lei de Deus". Esses letrados eram vários padres que também se utilizaram da Vulgata latina em seu trabalho de traduções.

Enquanto esses padres trabalhavam, D. João I, também conhecedor do latim, traduziu o livro de Salmos, que foi reunido aos livros do Novo Testamento traduzidos pelos padres. D. João II, também apoiador das traduções, mandou gravar em seu cetro a parte final do versículo 31 de Romanos 8 : "Se Deus é por nós, quem será contra nós?", atestando assim o quanto os soberanos portugueses reverenciavam a Bíblia.

c) A filha do Infante D. Pedro, a infanta D. Filipa, traduziu do francês os Evangelhos. No século XV surgiram publicados em Lisboa o Evangelho de Mateus e porções dos demais Evangelhos, um trabalho realizado por frei Bernardo de Alcobaça. Ele baseou suas traduções na Vulgata Latina.

d) A primeira harmonia dos Evangelhos em língua portuguesa, preparada em 1495 pelo cronista Valentim Fernandes, e intitulada De Vita Christi, teve os seus custos de publicação pagos pela rainha D. Leonora, cinco anos após o descobrimento do Brasil. D. Leonora também mandou imprimir o livro de Atos dos Apóstolos e Epístolas Universais de Tiago, Pedro, João e Judas, que haviam sido traduzidos por frei Bernardo de Brinega.

Em 1566 uma gramática hebraica para estudantes, publicada em Portugal, trazia o livro de Obadias.

e) Outras traduções : Os quatro Evangelhos, traduzido pelo padre jesuíta Luiz Brandão e no século XIX , o padre Antônio Ribeiro dos Santos traduziu os Evangelhos de Mateus e Marcos, ainda inéditos.

Traduções completas

a) Tradução de Almeida – Coube a João Ferreira de Almeida a grandiosa tarefa de traduzir pela primeira vez para o português o Antigo e o Novo Testamento. Não tinha ele ainda dezessete anos de idade quando iniciou o trabalho de tradução da Bíblia para o português, mas lamentavelmente ele perdeu o seu manuscrito e teve de reiniciar a tradução em 1648.
Por conhecer o hebraico e o grego, Almeida pôde utilizar-se dos manuscritos dessas línguas, calcando sua tradução no chamado Textux Receptus, do grupo bizantino. Durante esse exaustivo e criterioso trabalho, ele também se serviu de traduções holandesa, francesa (tradução de Beza), italiana, espanhola e latim (Vulgata).

Em 1676, Almeida concluiu a tradução do Novo testamento, e em 1681 surgiu o primeiro Novo Testamento em português.

Logo após a publicação do Novo Testamento, Almeida iniciou a tradução do antigo, e ao falecer, em 6 de agosto de 1691, ele havia traduzido até Ezequiel 41:21. Em 1748, o pastor Jacobus op den Akker, de Batávia, reiniciou o trabalho interrompido por Almeida, e cinco anos depois, em 1753, foi impressa a primeira Bíblia completa em português, em dois volumes. Estava, portanto, concluído o inestimável trabalho de tradução da Bíblia por João Ferreira de Almeida.

Apesar dos erros iniciais, ao longo dos anos eruditos evangélicos têm depurado a obra de Almeida, tornando-a a preferida dos leitores da fala portuguesa.

Em 1948 organizou-se a Sociedade Bíblica do Brasil destinada a "Dar a Bíblia à Pátria". Esta entidade fez duas revisões no texto de Almeida, uma mais aprofundada, que deu origem à Edição Revista e Atualizada no Brasil, e uma menos profunda, que conservou o antigo nome "Corrigida".

b) A Bíblia de Rahmeyer – Tradução completa de Bíblia, ainda hoje inédita, traduzida em meados do século XVIII pelo comerciante hamburguês Pedro Rahmeyer, que residiu em Lisboa durante 30 anos. O manuscrito dessa Bíblia se encontra na Biblioteca da Senado de Hamburgo, Alemanha.

c) Tradução de Figueiredo – O padre Antônio Pereira de Figueiredo, partindo da Vulgata latina, traduziu integralmente o Novo e o Antigo Testamentos, gastando dezoito anos nessa laboriosa tarefa. A primeira edição do Novo Testamento saiu em 1778, em seis volumes. Quanto ao Antigo, os dezessete volumes de sua primeira edição foram publicados de 1783 a 1790. Em 1819 veio à luz a Bíblia completa de Figueiredo, em sete volumes, e em 1821 ela foi publicada pela primeira vez em um volume único.

Figueiredo incluiu em sua tradução os chamados livros apócrifos que o Concílio de trento havia acrescentado aos livros canônicos em 8 de abril de 1546, por isso, ainda hoje é apreciada pelos católicos romanos nos países de fala portuguesa.

A Arqueologia e a Bíblia

A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.

Além de ajudar a comprovar a exatidão dos textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e de demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com alto grau de exatidão.

Com o passar do tempo as escavações se voltaram para o texto da Bíblia, e nesse estudo intensivo mais de 3.000 manuscritos do Novo testamento grego, datados do segundo século da era cristã em diante, tem demonstrado que o Novo Testamento foi notadamente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora.

Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos nem a visão cristã de Cristo sofreram evolução até chegaram a sua forma atual, a papirologia, com a descoberta hoje de 77 fragmentos de papiros do Novo Testamento, confirma-se o texto geral encontrado nos manuscritos maiores, a ponte entre os originais e os manuscritos mais recentes ficou menor.

Em 1844, no mosteiro de Santa Catarina, situado na encosta do Sinai, um sábio alemão Constantino Tischendorf encontrou 129 páginas do manuscrito Sinaítico (produzido a cerca de 325 d. C., contendo todo o Antigo testamento grego),numa cesta de papel para ser queimado, percebendo o seu valor levou-os a Europa. Mais tarde em 1859 voltou ao mosteiro e encontro as páginas restantes. Hoje exposta no Museu Britânico desde 1933, Inglaterra, juntamente com os códices Alexandrinos, datados de meado do quarto século d. C., contém o Antigo Testamento grego e quase todo o Novo, com omissões de 24 capítulos de Mateus, cerca de quatro de João e oito de 2 Coríntios. Contém ainda a Primeira Epístola de Clemente de Roma e parate de Segunda.

Outros importantes códices são: Vaticano, do quarto século d.C., contém o Antigo e o Novo testamento com omissões (Biblioteca do Vaticano); O Efraemi, produzido por volta de 450 d. C. (Biblioteca Nacional de Paris); Baza, encontrado por Teodoro Baza no mosteiro de Santo Irineu, na frança, em 1581, está vinculado ao quinto século d.C. (biblioteca de Cambridge, Inglaterra) e Washington, produzido nos séculos quarto e quinto d. C., acha-se no Museu Freer (Estados Unidos da América).

Até recentemente, o manuscrito hebraico de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o Antigo Testamento completo era cerca de um século mais recente. Então, no outono de 1948, os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Embora a maior parte do material seja extrabíblico, cerca de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do antigo Testamento, exceto Ester, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no Novo Testamento também são mais comuns em Qumram (local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio, Isaías e Salmos. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados e tem maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.

O significado desses Manuscritos do Mar Morto é enorme, pois fizeram recuar mil anos na história do texto do Antigo Testamento ( os escritos datam dos primeiros séculos a. C. e A. D.). Eles oferecem material abundante para pesquisa do Novo Testamento, além de oferecerem referencial mais adequado ao Novo Testamento, demonstrando que o Evangelho de João foi escrito num contexto essencialmente judaico. Em quarto lugar ajudaram a confirmar a exatidão do texto do Antigo Testamento.

Bibliografia

Apostila de Introdução à Bíblia
Instituto Teológico Quadrangular

Bíblia de referência Thompson
Editora Vida

Bíblia Anotada
Editora Mundo Cristão 

 

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