O “MAGNIFICAT” CÂNTICO DE MARIA

Já no primeiro século da igreja era costume cada um adorar ao Senhor com liberdade para expressar o que sentia na alma, como podemos deduzir de da expressão de Maria em seu "magnificat", isto é; Cântico de Adoração. Havia nele a mais sublime manifestação de gratidão, procedente de uma alma embalsamada pelo Espírito de Deus.

É lindo a expressão: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador…" (vv 46,47). Observe que Maria estava tomada pelo Espírito Santo, não somente em seu corpo, onde estava implantado a semente da santidade que se transformava cada dia no ser humano e santo que era Jesus; mas também sua alma e seu espírito estavam dominados pela alegria sobrenatural que a fazia glorificar a Deus.

Maria já estava grávida quando subiu as montanhas de Judá, para visitar sua prima Isabel, que também estava grávida de seis meses. Isabel era esposa de Zacarias, e foi estéril até o dia que foi visitada pela misericórdia de Deus, e tornou-se fecunda para trazer ao mundo aquele que seria o precursos do Messias.

Ao encontrar-se, no momento da saudação, a criança que estava no ventre de Isabel moveu-se, tomado pelo Espírito de Deus; e Isabel proferiu a profética bemaventurança de Maria "Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre." ( Lc 1:39-45). Diante daquela manifestação de poder Maria não se conteve e esclamou seu "Magnificat", cântico de adoração bem no estilo dos salmos judaicos.

Composto de duas partes, o cântico de Maria revela além do gozo de uma alma que louva a Deus por ter sido escolhida para a sublime missão de ser mãe do Salvador ( vv 46-49); seu conhecimento acerca das promessas de Deus para com seu povo, Israel. A Segunda parte pode ser descrito como "o poema dos contrastes", onde usando uma espécie de rima, ela mostra através das palavras: "Agiu… e dispensou; Derrubou … e exaltou; Encheu … e despediu vazios; Amparou … para lembrar-se…" ( vv 51-54); o cuidado divino para com Abraão e seus descendentes.

É uma peça literária de rara beleza que analisada no contexto poético, podemos afirmar que é a obra prima da literatura cristã. O mais importante porém, é o fato de ser um hino de louvor pocedente de uma alma cheia da graça e da glória de Deus.

A nota central de Maria é a manifestação pela vinda de um libertador para os arrependidos, satisfazer os famintos de coração e corrigir as injustiças da terra.  

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