Insensato ou ateu?

O crepúsculo descia sobre uma floresta do Canadá, mas a luz do dia, infiltrando-se por entre os ramos dos pinheiros, ainda deixava ver um grupo de homens, que escutavam atentamente um orador. De pé, sobre um estrado improvisado, um jovem discorria contra Deus e reclamava sobre si mesmo a maldição divina, tentando provar, desse modo, a sua incredulidade numa vida futura e mesmo na existência de Deus. por fim calou-se e assentou-se. Crepitam aplausos. Segue-se um longo silência, um tanto quanto pesado. Foi quando um dos ouvintes se levantou e disse: "Tenho uma palavra a acrescentar ao que acabamos de ouvir. Não quero discutir com o orador; quero apenas relatar um fato: ontem vi lá em baixo, no rio, um jovem em apuros. Tinha perdido um remo e não podia dirigir o seu barco. Vi-o ajoelhar e ouvi-o clamar em alta voz a Deus, pedindo-lhe que o salvasse. Dentro em pouco atingiria as corredeiras e estaria perdido. Gritei-lhe que se atirasse à água. Respondeu-me que não sabia nadar. Embora com risco da minha própria vida, corri em seu auxílio e consegui salvá-lo. O orador que acabamos de ouvir é o mesmo que ontem, na hora da angústia, clamava a Deus que o salvasse. O que vocês acham disso?!…"
O homeme que o salvara foi embora e muitos dos que tinham aplaudido o orador, se arrependiam de o terem feito. 
 

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