Árvores da Bíblia

Cedro
Cedrus Libani, o cedro do Líbano, uma majestosa conífira atualmente rara e protegida por lei no Líbano, da família das Pináceas. A madeira era altamente estimada por causa de sua durabilidade, e foi usada, por exemplo para a construção da casa de Davi (2 sm 5:11, etc.), do templo de Salomão (1 Rs 5:6-10, etc.) e do novo templo edificado depois do exílio babilônico, o templo de Zorobabel (Ed 3:7), os navios de Tiro tiveram seus mastros feitos do tronco dos cedros-do-Líbano.
Salomão possuia carros ou mais provavelmente, liteiras (em hebraico, appiryôn), feitas de cedro (Ct 3:9). O cedro é uma árvore que pode atingir 40 metros de altura e a circunferência em torno de 15 metros, e os escritores do Antigo Testamento usavam-nas como símbolo da estatura em um homem, do poder e da majestade, da grandeza e da beleza, da força e da permanência (Is 2:13;Ez 31:3; Am 2:9; etc.).
A madeira de cedro queimada por um sacerdote durante as purificações levíticas (Lv 14:4-6; 49:52 e Nm 19:6) não deveria ser o cedro do Líbano, mas antes uma planta bem conhecida do deserto do Sinai, provavelmente o cedro de baga marrom, Juniperus Oxycedrus L., ou então o Junipeiro fenício, jeniperus phoenicia L. ambos os quais são fragrantes quando queimados.
O cedro em seu firme e contínuo crescimento, é comparado ao progresso espiritual do homem justo (Sl 92:12).

Murta
Planta de folhagem sempre verde que produz florzinhas brancas em forma de estrela, o seu cheiro é mais encantador do que o das rosas. Seus frutos são avermelhados e comestíveis.
Era uma planta de menor valor do que o cedro. Quando a rainha Ester nasceu, recebeu o nome de Hadassa, murta na língua hebraica. A escolha desse nome significava que o povo judeu estava em condição humilhante.
Quando os judeus voltaram do cativeiro, dirigidos por Neemias, foram buscar ramos de murta e outras árvores para construção de barracas na festa do tabernáculo.
Há um pensamento de que a árvora que servia de emblema aos judeus após o cativeiro era a murta.
O profeta Isaías anunciou um tempo em que a murta havia de ser plantada no deserto e havia de substituir a sarça (Is 41:19; 55:13).
Zacarias em uma visão contemplou um bosque de árvore de murta em lugar sombrio (Zc 1:8; 10:11). O povo judeu estava em lugar sombrio ou vale, que queria dizer humilhação, e estava entre as murtas, outro aspecto de sua decadência.

Oliveira
A Oliveira é, pela primeira vez mencionada em Gn 8:11, quando a pomba voltou para a arca de Noé com um ramo daquela árvore. Havia na terra Santa muitas oliveiras, quando os israelitas tomaram posse dela Dt 6:11; e achavam-se associadas com as vinhas como sendo uma fonte de riquezas (I Sm 8:14; 2 Rs 5:26).
As azeitonas eram colhidas batendo a árvore, ou sacudindo-a (Dt 24:20) e era destinada para os respigadores uma parte (Ex 23:11). O azeite era extraídoooooo, esmagado ou pisando o fruto (Ex 27:20; Jl 2:24).
Um homem justo é comparado à Oliveira por causa da sua verdura e da sua abundância (Sl 52:8; Os 14:6) e os seus filhos são descritos como ramos de oliveira (Sl 128:3).
O fruto da Oliveira, no seu estado silvestre, é pequeno e sem sabor, mas torna-se bom e abundante quando na silvestre de enserta um ramo de boa árvore. Pasulo serve-se desta circunstância dum modo admirável para mostrar aos gentios os benefícios que haviam recebido do verdadeiro Israel (Rm 11:17).

Figueira
Sendo Sendo indígena da ásia Menor e da Síria a figueira pode desenvolver-se até uma altura de carca de 12 metros, e pode florescer até mesmo em solo pedregoso. Seu fruto frequentemente aparece antes das folhas.
A figueira era frequentemente plantada juntamente com a vinha (Lc 13:6), pelo que seus ramos e a folhagem da videira levaram à criação da bem conhecida expressão "sentar-se cada qual debaixo da sua figueira, como símbolo de bem estar e prosperidade perpétuos (I Rs 4:25; Is 36:16).
Está escrito que Adão e Eva se cobriram com aventais feitos de folhas de figueira, que são bem largas (Gn 3:7), e até hoje em dia as folhas de figueira são costuradas juntas no Oriente e usadas como embrulhos para frutas frescas enviadas aos mercados.
A figueira produz três espécies de figos: figos tardios ou de outono (Jr 8:13, 29:17), que fornece colheita principal, de agosto até o inverno; figos verde ou de inverno (Ct 2:13; Ap 6:13), os quais não tendo tido tempo de amadurecer, passam o inverno nos ramos e ficam vermelhos ao primeiro sinal da primavera, ainda que permaneçam pequenos. Os restantes ficam na árvore e amadurecem no verão, do mês de junho em diante. Estes últimos são os primeiros figos maduros (Is 28:4; Jr 24:2: Os 9:10; Mq 7:1), muitos procurados por causa de sua frescura e sabor delicioso. Isso significa, portanto, que as figueiras saudáveis produziam fruto durante dez mesasss por ano, e Jesus evidentemente esperava encontrara figos verdes na árvore que amaldiçoou (Mt 21:18-22; Mc 11:12-14). Jesus disse: "Nunca mais nasça fruto em ti". E a figueira secou imediatamente. Foi como aquela geração dos judeus de seu tempo, que não produziu os frutos que Deus queria e foi destruída.
Quando os discípulos pediram um sinal da vinda de Jesus e do fim do mundo, Ele disse: "Aprendei pois esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está perto o verão" (Mt 24;3 e 32).
A figueira foi castigada com a destruição de Jerusalém no ano 70 d. C. pelo exército romano. Os judeus foram dispersos e ficaram sem Pátria durante quase dois mil ans. Ultimamente a figueira está reverdecendo. Em 1948 foi proclamado o Estado de Israel, e na guerra dos sete dias, em junho de 1967, o povo judeu reconquistou o território que formava a Palestina nos dias de Jesus Cristo. Dali para cá o progresso vai avançando a passos largos. Segundo a profecia de Jesus, "o verão está próximo" (Mt 24:32b).

Videira
Durante toda a história vemos a responsabilidade de Israel em ser fiel para com Deus, conserver seu testemunho e ser fiel, mas eles falharam nessa condição e como resultado veio o castigo como em Dt 28 e Jeremias.
Jesus Cristo pronunciou uma parábola para os judeus nos termos usados no Sl 80 e em Isaías 5 que diz: Um homem plantou uma vinha, tomou todas as providências de proteção e segurança e arrendou-a a uns lavradores. Estes, no tempo de dar conta dos frutos, espancaram uns servos, mataram outros e por fim mataram o próprio filho do proprietário (Mt 21:33-39).
Cumpriu-se modeo mais detalhado, espiritualmente em Atos 13:46b "… era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos aos gentios". Todavia a promessa feita a Abraão de abençoar sua descend6encia permanece no plano de Deus. Na mesma figura da videira (Ez 17:1-10 e 22-24), referindo-se a Israel.
Na linguagem figurada da escritura, a videira é emblemática do povo escolhido, das bençãos da dispensação evangélica, e também Daquele em quem a Igreja vive e cresce por meio dos seus vários membros, e do sangue derramado na cruz para resgatar a Humanidade (Is 5:7; 55:1; Mt 26:27 e 29; Jo 15:11). O ato de pisar uvas no lagar é emblemático dos juízos divinos (Is 63:2; Lm 1:15 e Ap 14:19-20). 

 

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