A NOITE DA VERDADE (PARA O DIA DOS PAIS)

PEÇA EM 1 ATO
PERSONAGENS : Paulo; o pai
Etel; a mãe
Marcos; o filho

CENÁRIOS : Uma sala de residência
Um bar

INDUMENTÁRIAS : Comuns da época atual

ACESSÓRIOS : Uma Bíblia, algodão, óculos e mercúrio para um curativo.

No ínicio da peça Paulo está em cena, sentado lendo a sua bíblia e fazendo algumas anotações, em seguida entra Etel.

Etel – Vou servir o jantar daqui a paouco, Paulo.

Paulo – Está bem, estou quase terminando este esboço.

Etel – Você irá pregar amanhã, à noite ?

Paulo – Não, pela manhã, no programa especial para o dia dos pais.

(Etel parece estristecer-se e anda de um lado para outro. Paulo percebe seu nervosismo, levanta-se e passa o braço ao redor dos ombros da esposa.)

Paulo – E então, Etel, o que há?

Etel – Penso o quanto deve ser difícil, para você falar aos pais de nossa igreja tendo um filho tão … problemático.

Paulo – Você tem razão. Só mesmo pela infinita misericórdia de Deus.

Etel – Marcos me preocupa, saindo com aquela turma onde não há um só rapaz ajuizado.

Marcos – Entrando – Aposto que estão falando ao meu respeito.

Paulo – Você sabe que temos razões de sobra para ficarmos preocupados com você.

Marcos – Rindo – Ora meu pai, é que hoje em dia já não fazemos programas tão ingênuos quanto os de sua época.

Paulo – E o que fazem então ? Fumar, beber, depredar tudo como verdadeiros vândalos ? Diga-me, Marcos, o que fez de seus estudos ?

Marcos – Mamãe ainda não lhe disse ? Tranquei a matrícula.

Paulo – E por quê ?

Marcos – Sem jeito – Porque … sei lá, acho que ainda não estou bem certo se á medicina é mesmo uma boa carreira.

Paulo – E o que vai fazer de sua vida?

Marcos – Aproveitá-la, meu pai, da melhor maneira possível.

Etel – Bem, eu vou cuidar do jantar. (Sai)

Marcos – Eu já estou de saída. O pessoal está a minha esfera.

Paulo – Você irá a igreja amanhã, Marcos ?

Marcos – reprimindo o riso – Igreja! … bem … pode ser, se eu não estiver com muito sono.

Paulo – Cuidado, filho. Os caminhos que a juventude escolhe nem sempre são os melhores.

Marcos – Revoltado – Cuidado, cuidado ! O senhor pensa que ainda sou um menino, pai? Sou um homem ! Quer saber mais? Cuide dde sua vida pacata de pregador de igreja que eu cuido da minha, entendeu? (sai)

Paulo – Sentando-se muito triste – Mau Deus, que situação difícil ! eu o entrego em tuas mãos, Senhor. Que meu filho possa abrir os olhos para a verdade. Amém.

(Apagam-se as luzes e Paulo sai)

Narração – E marcos foi juntar-se aqueles que considerava seus melhores amigos, os piores rapazes do bairro. Esquecido da família e da existência de Deus, divertia-se à larga, sem dar importância a mais nada que não fosse aquela noite que parecia feita para festa e alegria.

(Marcos no bar / Entra 1 rapaz e 3 moças)

Lúcio – Como tá, Marcos?

Marcos – Pô ! To um pouco irritado o meu velho só fica no meu pé e eu não aguento mais esse papo de culto, igreja eu estou noutra.

Rita – Sei como é isso, eles não sabem curtir o melhor da vida.

Claúdia – Que isso não é bem assim, curto esse negócio de religião.

Marcos – Eu também mas ela lá e eu aqui.

Denise – (Cristã) – Olá gente, tenho uma coisa maravilhosa para contar pra vocês, conheci um grande amigo, Jesus Cristo.

Rita – Pô, logo você que era tão rebelde.

Lúcio – Nem dava idéia pra o que seus pais diziam.

Denise – Pois é, eles sempre me falavam de Jesus, e eu nunca dava importância, porém Cristo entrou e agora reina no meu coração. Agora eu sei tudo que meus pais falavam era para o meu bem e hoje sou uma nova criatura graças a Jesus Cristo e aos conselhos de meus pais. Bom fiquem com Deus agora eu vou para a igreja.

narrador – Denise deu um grande exemplo para aqueles jovens, pois ela também era como eles não dava importância aos conselhos de seus pais e nem acreditava na grandeza de Deus. Logo que Denise saiu, aqueles jovens perdidos no mundo do vício, tiveram uma grande discursão. Vejamos o que aconteceu.

(Ainda com as luzes apagadas : Música especial. Em seguia, Marcos entra pela porta que dá para a rua, com o rosto parecendo ferido.)

Marcos – Grita – Meu pai ! Por favor papai, preciso falar-lhe ! (acendem-se as luzes e Paulo entra pela porta dos fundos, trazendo o óculos e a bíblia na mão.)

Paulo – O que foi, Marcos? Mas o que aconteceu com o seu rosto ?

Marcos, tocando o rosto ferido – Creio que estou machucado (nervoso). Puxa pai, foi horrível !

Etel – Entra em seguida – O que houve filho ? (asusta-se) Mas você está ferido…

Marcos – Não se preocupe, mãe. Eu … acho que mereci o que aconteceu.

Paulo – Abraçando o filho – E o que aconteceu, Marcos ?

Marcos – O Senhor tinha razão, como sempre, tinha razão. Foi o seguinte : estavamos todos bebendo no bar e, derrepente, começou uma discussão boba. Lúcio então resolveu sair quebrando tudo, copos, garrafas,…, como louco. Creio que na confusão feriu gravemente o dono do bar. Alguém chamou a polícia e …

Paulo – E você conseguiu escapar, não foi ?

Marcos – Eu não tive culpa de nada!

Etel – E como provar agora quer você nào teve culpa ?

Marcos – Todos virão que foi o Lúcio quem começou tudo …

Paulo – Mas você estava junto e poderá ser incriminado também, não acha?

Marcos – Maio amedrontado – Não poderão provar nada contra mim.

Etel – Eu vou buscar algo para fazer um curativo. (Sai)

Paulo – Meu filho, um homem é reconhecido pelo que faz e pelas companhias com que anda. Diante da lei você terá que se explicar e provar sua inocência e eu não poderei fazer nada.

Marcos – Andando de um lado para o outro acuado – Mas você é muito respeitado. É um médico, pai !

Paulo – Ainda está noite voc6e não considerava tão importante ser um médico.

Marcos – Eu estava errado, pai. O senhor me perdoa?

Paulo – É claro, Marcos. Mas ainda assim terá que prestar contas com a justiça, se andou agindo errado.

Marcos – Estive errado andando em companhia deles. Agora sei quem realmente são.

Paulo – Acha que os rapazes da igreja, que você considera tão quadrados, agiriam assim?

Marcos – Não, sei que não. Eu irei a igreja amanhã. Poderei pedir a minha reconciliação?

Paulo – Amanhã não teremos culto na igreja. É programa especial.

Etel – Entrando com o material para o curativo) – Amanhã é o dia dos pais, Marcos?

Marcos – Dia dos pais ? Puxa eu tinha esquecido.

Paulo – Não importa, você já deu o presente, sua decisão de mudar de vida.

Etel – Limpando o rosto do filho – Lembra-se de quando foi diretor da mocidade em nossa igreja, filho ? nunca esteve tão feliz como naquela época.

Marcos – Fazendo uma careta de dor – Cuidado mãe está doendo. Você acha que a mocidade me aceitaria outra vez?

Etel – Sei que ficariam alegres com a sua volta.

Marcos – Nova careta – Mãe devagar, está doendo.

Paulo – Rindo – Não reclame, Marcos. Você já não é mais um menino, é um homem. Lembra-se.

Marcos – Após submeter-se ao curativo, abraça o pai. – Tem razão pai, eu sou um homem. (cena estática. pai e filho abraçados e Etel rindo do curativo do filho)

Cena do pastor Paulo na igreja com sua família.

Narração – E no domingo, na festa do Dia dos pais, Paulo falou animadamente do imenso amor de Deus e de quanto ele ouve as orações de todos os pais que estregam os filhos em suas santas mãos.

(Os três personagens motivam-se e podem cantar uma música especial em homenagem aos pais.) 

 

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